Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Não me odeies...

 

 

 

 

Não me odeies, não me queiras tanto mal como o que te fiz.

Não sabes, mas nunca o quis fazer. Não acreditas, mas é verdade.

Só nos apercebemos do mal que fazemos, quando ele volta para nos atormentar.

E dói, dói muito, e ainda dói mais saber que o fizemos e não podemos voltar atras.

Não há forma de justificar, nem de corrigir o que esta feito. Por muito que nos digam o contrário, a verdade é que a mágoa fica, a lembrança fica, ás vezes até o rancor e a raiva, o ódio, que nos faz chorar de desespero, que nos faz morrer um pouco.

E tudo isso vai matando o amor, aos poucos, ao inicio nem se nota, mas vai minando a relação, aos poucos, até só haver um vazio, tão grande, que já nem esse amor, por muito grande que seja, o consegue tapar.

Não há mesmo volta a dar, nem há solução, mas sempre um novo começo, um novo dia, um novo amanhecer e acordar, um dia de cada vez.

Há a vida e a morte, há o mundo e os amigos.

Há a esperança, de que um dia tudo mude, que um dia deixe de doer, que deixe de me sentir mal, que tudo fique melhor, que a vide volte a sorrir. Há sempre tudo e não há nada, até haveres tu.

Um dia, quem sabe…

 

By: Angel-of-Death

publicado por Angel-of-Death às 16:12
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 27 de Novembro de 2010

Sinto a Alma gelar...

 

Porque não vais de uma vez?

Porque te sinto fugir-me por entre os dedos, que já não te conseguem agarrar.

Estas mãos que não me respondem, este corpo que não controlo mais. Deixa-me de uma vez. Mas promete que voltas.

Não vás. Afinal não quero que me deixes. Dói-me tanto o corpo que não sinto. As mãos que não fecham, as pernas que que não querem andar.

Sinto-me perdido num mundo de onde não saio, nem para dormir. Sinto-me frio, sinto a Alma Gelar, sinto que tudo foge de mim e eu não corro atrás de nada, não posso. Não sei sequer há quanto tempo não sei de nada, há quanto tempo estou assim, aqui, perdido, morto, vivo mas dentro de uma casca morta e podre. Os momentos que tenho de lucidez, não sei se são realmente reais, se são fantasia. Que vida é esta, que martírio infeliz.

Sei de onde vim, ás vezes, e sei para onde vou, quase nunca. Ous e calhar não sei, e só finjo que sei porque não há nada mais a fazer senão fingir.

Finjo que te vais embora de vez. Mas não quero que vás, pelo menos não quero sempre, só ás vezes, ou quase sempre. Lembro-me de ti, há muitos anos, lembro. Lembro que não eras assim, mas não sei o teu nome. Ás vezes nem sei o meu. Mas não é sempre, só ás vezes. Ou então só ás vezes é que não me esqueço. Já  nem sei. Sei que não quero ser assim, não quero mais ser assim. Ver tudo passar, tudo passar ao lado e continuar, sem poder fazer nada, sem tocar, sem sentir. Sem sentido. Sinto a Alma Gelar... 

Acordo de um sonho bonito. Ja não estava aqui, estava lá, naquele jardim bonito, aquele dos nossos sonhos. Senti medo, pensei que te tinhas ido. Acordei á tua procura. Vem cá para ao pé de mim. Chega-te mais um pouco. Não te consigo sentir. Fala comigo, onde vais? Tenho frio... Tenho muito frio. Não te vejo voltar...

Sinto a Alma Gelar... 

 

By: Angel-of-Death

In: Saudades que tenho do que nunca fui...

publicado por Angel-of-Death às 14:24
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Voltar atrás...

Parecia ser um plano perfeito, ate ter começado a pensar em tudo o que poderia correr mal. Ao inicio parece sempre tudo perfeito, mas e se… Pois e se em vez disso, ou talvez possa ser antes assim, ou então não.

Eu era assim complicada, triste e complexada, achava que nada corria bem, nem nada nunca iria correr. O meu lado sombrio era eu própria, e não havia outro lado sem ser sombrio.

Um dia decidi, era hoje, e afinal não foi, não tive coragem.

Outro dia foi, num outro dia, enchi-me de coragem, fui ao quarto dos meus pais, abri o guarda-fatos, subi a prateleira, e tirei de lá a arma que o meu pai escondia. Estava mesmo decidida a não ser mais infeliz, não dar mais trabalho a ninguém. Peguei nela, encostei na cabeça e matei-me.

Pois, nem a arma estava carregada, nem tão pouco era verdadeira. Mais envergonhada do que assustada, saí dali a correr. Não deixei sequer uma carta, não dei uma justificação, ate porque ela não existia. Apanhei a primeira caixa de medicamentos que encontrei e meti-os a todos na boca, mastiguei tudo apesar do horrível sabor, desta vez era mesmo o fim, não quis mais pensar.

Começaram as náuseas e quis desistir, liguei para o meu pai, liguei para a minha mãe, chorava muito quando a ambulância chegou e depressa me levou para o hospital.

Infelizmente, depois de desistir, o resultado não foi o esperado, nem para lá caminha, no meio disto tudo, sem eu perceber nada, o meu corpo morreu, mas eu estou cá, a minha cabeça está cá, fechada dentro deste corpo morto e sem poder dizer o que quer que seja. O mal dos meus males, duplicou, triplicou e multiplicou por tudo o que de mal havia comigo. Não procurei ajuda, não quis ajuda, não quis ajuda nem nunca contei a ninguém, agora, não posso nunca mais contar. Não posso nunca mais, chorar, não posso nunca mais, não gostar do mundo, que afinal ate gostava mais de mim que eu dele. Agora, a minha agonia será o meu pagamento por ter querido deitar fora, a maior bênção que algum dia recebi. Aquela que recebemos todos, mas alguns de nós só vêm um fardo no seu lugar.

A vida já é curta demais para ser assim desperdiçada, é dura e difícil por vezes, mas só nós podemos mudar isso. Vida só há uma, eu deitei a minha fora e tenho de vegetar numa cama, agora, ate ao final dos meus dias, trocava tudo, dava tudo, para poder voltar atrás.

 

By: Angel-of-Death

 

publicado por Angel-of-Death às 12:58
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Ao menos...

Preciso de te ver. Digo eu ao telefone.

Tu respondes que sim, hoje pode ser, a tua mulher não esta em casa.

Meto-me num táxi e corro para tua casa. Atendes-me a porta já quase despido, a noite é longa e intensa, fazemos amor que nem doidos, na cama no chão, no sofá, no chuveiro, sinto-me capaz de te matar de paixão. Mas a noite, que tão longa parecia, logo se desfaz, o sol bate à porta.

Acordo e penso em ligar-te, contar-te o meu sonho, mas a tua mulher é que está ao teu lado, eu não passo de um fantasma do teu passado, é hora de voltar a dormir, ao menos nos sonhos és meu.

By: Angel-of-Death

publicado por Angel-of-Death às 23:31
link do post | comentar | favorito
|

So me dizes hoje...

Sabes, hoje não gosto de ti, nem tão pouco quero estar contigo.

Hoje fazes-me mal, e eu hoje só quero coisas boas na minha vida, e tu, claramente não és uma delas.

Hoje vou arranjar um outro amante, hoje vou ser livre, livre de não pensar em ti, de não ter que te aturar.

Amanha, amanha logo se vê, se eu voltar…

Não quis acreditar no teu bilhete quando cheguei a casa, escrito em post-it’s, espalhados pela casa, como um caminho terrível para eu seguir, achei que era brincadeira, de muito mau gosto, mas brincadeira, tentei ligar-te, o teu telemóvel estava desligado.

No dia seguinte não voltaste.

 

By: Angel-of-Death

 

publicado por Angel-of-Death às 23:24
link do post | comentar | favorito
|

Talvez mentiras...

Nunca te lembras de mim?

Pois olha que eu nunca me esqueço de ti, nem poderia…

Alguma vez quiseste não me esquecer? Alguma vez foste feliz?

Não consigo recordar-me da tua felicidade nem da tua tristeza, e agora que penso nisso, nem da minha, só me recordo de ti, quando eras minha, quando pensava que eras minha. Nunca o foste, pelo menos não só minha e eu sempre o soube e não queria saber, fazia de conta, de conta que eras só minha. Fazia de conta na minha cabeça, fantasiava, sonhava com uma vida perfeita que nunca deixei que me desses. Nunca te deixei seres só minha, como tanto queria, como tanto pensava.

Nunca te lembras de nós?

Pois olha que eu nunca me esqueço de nós, nem poderia…

Mesmo quando não vinhas a casa, mesmo quando te viam com alguém, para mim era sempre mentira que inventavam para nos afastar. Tudo o que acontecia tinha sempre uma explicação, sempre uma desculpa, sempre uma razão de ser.

Às vezes penso que tudo não passou de fantasia minha, mais uma invenção da minha cabeça.

Será que é por isso que não te lembras de mim? Que não te lembras de nós?

Talvez no fundo não houvesse mentira maior do que eu.

 

By: Angel-of-Death

 

publicado por Angel-of-Death às 23:15
link do post | comentar | favorito
|

Finalmente

Olá a todos os que seguem ou seguiam aquilo que eu aqui ía escrevendo.

Sempre prometi que voltava e agora voltei de vez.

Já fiz um post, e porei pelo menos mais 4 pequenos textos nos proximos dias.

 

Obrigado pela paciencia.

publicado por Angel-of-Death às 19:20
link do post | comentar | favorito
|

Negro no fim

E vai-se perdendo de vista o mundo lá fora, tudo parece passar depressa demais, mais depressa do que consigo agarrar. Nada parece fazer sentido, nem consigo sentir nada, é tudo tão rápido, tão vazio, tão fugaz.

Não faz mais sentido tudo isto. Estou a ficar confuso, começo a misturar ideias com coisas e coisas com ficção, e às tantas já nem sei o que é o quê. Às vezes faz mais sentido o que não faz sentido nenhum. Começo a perceber isso agora Pena que seja só agora, quando já nada se faz sentir.

A tristeza da vida é esta mesma, a vida, quando dela fugimos, quando dela não sentimos falta. A vida é triste e alegre, é má e boa, pode ser doce ou dolorosa, é justa e injusta, é azul, e vermelha e amarela e verde, e é Outono castanho e Inverno frio.

Mais frio para uns do outros…

Mas é negra, triste e dolorosa, para a grande maioria de nós. Nós que nos escondemos nas sombras, nós que fugimos do mundo, nós a quem tudo nos dói, mesmo quando tudo é branco ou azul, logo fica negro e fúnebre. Nós. Nós não, vocês negros e feios e doentios, porque há muito disso me deixei, parei de me fazer sofrer de propósito, parei de ser quem era, e parei, e continuo parado onde estou, mesmo quando me mexo e me vou, seja embora seja por onde vá, nunca por lá vou, nem quero ir por lá. Mas vou…

E agora não vou parar mais, continuo por aqui, por onde não quero ir, mas vou, por onde não devo ir, mas estou, e não posso sair.

Meu negro coração nunca me abandona, mesmo quando tudo vai e tudo vem, e às vezes ate tudo vai bem, ele volta, e eu volto com ele, volto para o lugar de onde nunca deveria ter saído, mas é uma volta tão breve que quase parece um sonho, uma recordação ou um desejo. E eu tenho medo dos meus desejos, às vezes, quando me deixo levar por eles, só me trazem problemas, nem sempre maus, mas problemas, que geram outros problemas que eu não consigo resolver. E nada me deixa mais doido do que coisas sem solução. Dilemas ou coisas do género, sim isso sim, mas tudo o que não tem solução está morto, porque só existe uma coisa na vida para a qual não há solução, a morte, tão permanente e presente como a própria vida. Sempre presente e sempre à espreita, tenho-lhe ódio de morte, e medo, muito medo, porque depois da vida não há vida, há morte, e quando se esta morto, não há mais nada, eu pelo menos não conheço ninguém que de lá tenha voltado, das duas uma, ou é muito bom, ou é aquilo de que tenho medo, nada, o maior, mais absoluto, mais perfeito e permanente estado de nada, nem coisa nenhuma. O que para mim é terrível, um dia, não ser nadinha de nada, é que um dia destes, nem uma recordação, e uma recordação já não é mesmo quase nada, apesar disso, ao menos numa recordação vive-se e revive-se em nós e nos outros.

E vós, negros de noite, de coração e de mágoa, vós, e nós, e eu, que do negro fujo, mas ele não de mim.

 

By: Angel-of-Death

 

publicado por Angel-of-Death às 19:18
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Nameless...

Nameless...

 

OK, mais uma foto.

Ainda não tive tempo para passar mais textos.

As coisas andam a acalmar, pode ser que nas proximas semanas consiga.

publicado por Angel-of-Death às 14:31
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Afinal, ainda não comecei a actualizar isto mais vezes.

Aqui fica mais uma foto, com a promessa de começar a por mais textos em breve.

 

 

publicado por Angel-of-Death às 15:58
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. Não me odeies...

. Sinto a Alma gelar...

. Voltar atrás...

. Ao menos...

. So me dizes hoje...

. Talvez mentiras...

. Finalmente

. Negro no fim

. Nameless...

. Afinal, ainda não comecei...

.arquivos

. Outubro 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Junho 2009

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Abril 2007

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Maio 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds