Quarta-feira, 21 de Julho de 2004

Sunset - 03

Mazvikadei_Sunset_fishing12.jpg
publicado por Angel-of-Death às 16:19
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Sunset - 02

3D-sunset.jpg
publicado por Angel-of-Death às 16:18
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2004

Fragmento 9 - Quem...

Há vidas, vidas perdidas, sem rumo e sem mar.
Perdidas nas suas proprias vidas, e sem maneira de voltar.
O mundo perde-se dentro de nós, de uma maneira incontrolada e incontrolável, sem que consigamos dar por isso. Perdemo-nos tambem nós dentro dele...
Mas perdição a nossa, que nem a conseguimos ver, passa por nosso lado e nao pára, mas arrasta-nos, para um poço sem fundo.
Claro que nem sempre é assim, podemos passar sem mergulhar neste turbilhão. Deixar o mundo de lado e continuar, num universo paralelo, sem que ninguem dê por nada.
As vezes nem nos proprios, que de tão habituados ao nosso proprio mundo, nao conseguimos deixar passar mais nada...
Triste é, por vezes, quando nem sabemos o que fazer, nem amar, nem viver, nem sonhar...
E como aprendemos a ser?
Nao há ninguem que nos possa mostrar como se leva a vida, sao escolhas proprias, que todos temos de fazer, mais tarde ou mais cedo. A unica questao é saber, quando será tarde demais...
publicado por Angel-of-Death às 16:12
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Terça-feira, 13 de Julho de 2004

Fragmento 8 - Sonhos

Como alguém um dia disse "eles não sabem nem sonham, que o sonho comanda a vida..." .
E verdade é, que os sonhos regem grande parte das nossas vidas, por que sem sonhos, não teriamos vontade de ir mais além, partir em busca do desconhecido... Mas todo o sonho tem a sua parte triste e sombria...
Quantos sonhos perdidos nos levam ao desespero, quanto tempo perdido em busca de sonhos inúteis, que nos atormentam o sono e tantas vezes a própria existência.
De que vale perseguir um sonho, quando este nos persegue dia após dia, quando nos deixa sem saber que rumo tomar na vida...
Nem só de sonhos se pode sonhar, senão que vida despida de conteúdo seria a nossa, triste e sem sentido, lutando por coisas impossíveis e nem sabem quais são, quem foi, onde, como e porquê.
Deixemos de lado os sonhos por sonhar, os sonhos por viver, não passam de sonhos...
Não deixes de viver e de sonhar, por um sonho que queres viver, porque um dia será tarde demais...
publicado por Angel-of-Death às 15:59
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2004

Fragmento 7 - Perdido num sonho

Com tristeza abandono um lugar de sonhos, sonhos incompletos, sonhos que só consegui sonhar, só eu, só…
Triste, como se a tristeza fosse a pior mentira do mundo, mas não mente, nem sonha, nem vê, nem sente.
Como posso querer sonhar de novo, se ainda vivo um sonho, triste, vazio, só…
Só, como cheguei, assim parti. Parti rumo a lado nenhum, porque parto vazio, neste sonho desfeito, sentindo só, solidão.
Vejo as águas do Rio, cada vez mais distantes, mais longe e mais longe fica o fogo do meu peito, meu coração partido não volta comigo, perdido ficou, nas monumentais.
De que valia ele voltar se não me pertence, se não é a mim que ama, se não é por mim que pulsa. Poderia parar, sem o azul do seu mar, o céu azul dos seus olhos, que são seu alimento, seus donos, sua razão de existir.
Perdi-o para sempre, quebrado e triste, mas contente, porque ficou no seu lugar.
Que melhor forma de te amar, do que deixar-te voar? Seguir teu caminho, mesmo que este não se cruze mais com o meu. Antes amar-te num sonho bonito, do que não te ter, neste mundo real.
publicado por Angel-of-Death às 19:56
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Domingo, 11 de Julho de 2004

...

DSCI0007-2.JPG

Pôr do sol em esmoriz, um dos momentos únicos e especiais, que por vezes a minha câmera consegue captar.
Sem dúvida, uma das minhas melhores fotografias, pena não poder pô-la em tamanho real aqui no blog.
De qualquer forma, posso enviá-la a quem se mostrar interessado e quiser deixar-me o email.
Espero que gostem dela tanto quanto eu.
publicado por Angel-of-Death às 14:55
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Sábado, 10 de Julho de 2004

Fragmento 6 - Escolhas

O que são as escolhas?
Será que sempre que fazemos uma, fazemo-la porque realmente é o que queremos, ou porque algo nos leva a isso?
Todos os acontecimentos das nossas vidas nos levam por caminho dúbios.
Caminhos que não sabemos onde vão dar, que influenciam as nossas vidas para sempre.
Caminhos que se cruzam com outros caminhos, outras vidas, outras pessoas, outros mundos, sensações, reacções.
Cada escolha feita pelos outros influencia a nossa, porque os actos impensados, ou até premeditados, ficam marcados nas nossas almas.
Levam-nos por vezes a ser quem não somos, a fugir de nós próprios, mesmo sem nos apercebermos disso. A vida toma um rumo, que é quase impossível de voltar atrás.
O esforço para recomeçar é demasiado grande e o comodismo do ser humano também, por isso continuamos a ser quem não somos e a viver uma vida que não é nossa, sem esperança de um dia sermos melhores, porque simplesmente deixamos de lutar.
Deviamos empurrar todas as escolhas dos outros, que nos fazem mal, nos magoam e nos deixam sem vida, sem alma, que nos mostram como a existência terrena pode ser dolorosa e por vezes insuportável, mas fabricamos um casulo em nossa volta, para deixar o mundo à porta, e nada mais nos poder magoar.
Mas a vida não pode ser só isso, há que quebrar essa concha que nos separa do que realmente é importante, a nossa felicidade, completa e sem dúvidas, sem questões menos próprias ou menos bonitas. Aceitar que realmente as nossas escolhas podem estar erradas e influenciadas e mudar, para melhor, ou para o pior que os outros possam imaginar, chocar, rir do mundo. Abrir a janela aberta e deixar a alma voar, para onde realmente ela quer estar.
publicado por Angel-of-Death às 14:29
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2004

Fragmento 1

Vozes do passado ecoam na minha memória, espíritos, seres que já não existem, ou pelo menos não como eu os recordo, deformados pela vida, pelos sentimentos, pela paixão, até alguns deformados por mim, pelos meus actos impensados, pela minha despreocupação, pelo meu amor pela vida, porque claro, cada um ama à sua maneira e é essa individualidade que nos faz ser tão iguais e tão diferentes, iguais nos sentimentos gerados, diferentes na maneira de os sentir.
Mas eles perseguem-me, como uma maldição que não me larga onde quer que eu vá, atormentando os meus sonhos, os meus pensamentos e os meus actos, como que lembrando-me para não voltar a errar.
São tantas as coisas que me passam pela cabeça, longos dias, quase intermináveis, sem fim, pensamentos que teimo em não ouvir, vozes que teimo em não pensar, mas tudo recomeça e acaba num ciclo vicioso, num vai e vem de sensações contraditórias, de palavras a mais.
Correntes que param à minha passagem, mares de gentes, vegetando no prado da vida, sem rumo, sem sorte, sem vontade de ser mais, de realmente ser alguém, de viver, de pensar, percorrem a vida sem destino, ou com ele já traçado, não são mais do que espectadores cegos entre jogadores surdos e mudos, que simplesmente os ignoram, porque não os podem entender, passam ao lado da vida sem nunca darem por ela, como quem passa por um incêndio, sente-lhe o calor mas não o vê, não o procura, decidem não perder tempo com a vida, decidem sobreviver a espera do derradeiro final e se um dia, numa possível vida espiritual, lhes perguntassem como tinha sido a passagem pela terra, não iriam saber responder, nem saberiam que terra era essa.
Abomino essa forma de pensar, mas compreendo porém, que é direito de cada um, tomar o seu próprio caminho, escolher a sua sorte, só não suporto quando se queixam, quando acham que a vida não lhes foi propícia e não se lembram que a escolha foi inteiramente deles. Quem podem culpar, Deus?


publicado por Angel-of-Death às 20:44
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He has died

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let airplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood,
For nothing now can ever come to any good.
No. IX of Twelve Songs, 1936

Um poema lindissimo, do poeta Inglês, W H Auden.

publicado por Angel-of-Death às 20:43
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Fragmento 2

Acho que por vezes me esqueço de certas coisas, de fazer certas coisas, ou mesmo de dizer, mas nunca sei o quê, mesmo apesar desta sensação de que algo falhou, não consigo perceber o que foi, alguma coisa escapa à minha atenção ou então não estou atento a tudo, como sempre pensei estar.
Passo dias e dias, noites mal dormidas, sempre pensando no que correu mal, ou bem, no que fiz, no que disse, no que ficou por dizer e não encontro nada, nada que não tenha dito, que não fosse melhor ter calado, nunca foi certa a altura, nunca valeu a pena, palavras não dizem tudo, um olhar vale mil palavras, um gesto por mil olhares, um beijo, um beijo muitas vezes não valeu por nada, o sentimento não existia e quando é assim, o vazio apodera-se de nós, passa a ser um acto forçado e sem significado, sem sabor, quase uma obrigação e o sentimento que se segue é horrível, quase de nojo, de ódio, acho que cheguei a odiar-me a mim mesmo, por ser tão fraco, por ceder a todas as vontades acima da minha própria vontade, mas um dia tudo deixa de poder acumular-se, o balão enche demais e explode, nesse dia o céu desaba, todos os segredos mais profundos são revelados, toda a sujidade de uma relação podre e doentia é posta à luz do dia e ás vezes a verdade custa, mas custa menos quando já se sabe dela e é só mais um pretexto para terminar tudo de vez.
Admito que os erros não foram nunca só dos outros, eu errei e erro muito, nunca o neguei, ninguém é perfeito e muito menos eu, mas há erros imperdoáveis, que só são cometidos por quem quer, sem obrigação, de livre e espontânea vontade, como muitas vezes cometi, mas assumi as consequências, não enganei, fui fiel nos meus princípios, detesto mentiras e as verdades são para ser ditas, quer magoem quer não, prefiro sofrer por saber a verdade, do que sofrer por viver na dúvida, ou viver uma mentira, é bem pior, mais triste, faz-nos perder a confiança nas pessoas, não só numa, mas no geral, começamos a julgar todos pela mesma regra, sem ouvir, sem abrir o coração, sem conhecer, sempre com medo do mundo, criando uma jaula em volta do coração, até senti-lo frio como uma pedra, para não deixar escapar nem deixar lá entrar nenhuma emoção, nenhum sentimento. Uma vida triste, sem sabor, sem cor, sem alegria, sem amor, insípida, sem qualquer razão de ser, sem sentido, sem tantas outras coisas que tornam uma vida merecedora de ser vivida, ninguém vive para sempre e se não aproveitarmos a vida enquanto a temos, depois será tarde demais, o tempo não pára para ninguém e muito menos para os que não vivem, que deixam tudo passar-lhes ao lado, ao longe, mas tão perto que quase lhe podem tocar, mas não esticam o braço, demasiado passivos, estáticos, sem vontade própria ou com vontade de não ter, não viver, só deixar passar, andar, correr os dias, as noites, os anos até fecharem os olhos e um vazio, ainda maior do que as suas próprias vidas, os invadir para toda a eternidade, sete palmos abaixo de gente que respira a vida, que lhe dá sentido e a tenta tornar suportável.
Gente que deixou de ter medo, que resolveu tentar, arriscar, porque todos os sentimentos são diferentes, todas as relações são distintas e quando não se arrisca com medo de sofrer novamente, não estamos a ser justos com os outros, estamos a deixar escapar oportunidades únicas na vida e estamos acima de tudo, a deixar de sonhar e de viver e a impedir os outros de viver e sonhar connosco.


publicado por Angel-of-Death às 20:43
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