Quinta-feira, 8 de Julho de 2004

Fragmento 3 - A Descoberta

Sentimentos, o que são?
Meros pensamentos, mas mais fortes que o normal, mais intensos, pensamentos que despertam desejos, ciúmes, insegurança, medo, alegria, paixão, sentimentos contraditórios. Quando tudo devia ser simples, eu complico, quando devia ser alegre, eu entristeço-me, o meu passado persegue-me, acho que por vezes tenho medo de amar, fecho-me. Tranco o meu coração, escondo-o do mundo, para não sofrer, para não magoar, para não recalcar mais as minha mágoas, para não reabrir feridas profundas e dolorosas, que tanto me custaram a fechar.
Tenho medo, medo de mim mesmo, medo de errar outra vez, ou pior ainda, medo que errem comigo outra vez, medo de não querer ver a realidade, medo de querer viver um sonho que não existe.
Estou assustado, apavorado, este amor cresce tanto dentro de mim, não consigo pensar em mais nada, ocupa-me todo o meu ser, todo o meu querer, todo o meu coração, tudo isso é dela. Sem o mínimo esforço ela tomou posse de mim, da minha alma, do meu corpo e eu deixei, não consigo ver defeitos nela, apesar de nem namorarmos, mas sinto como se fosse, morro de ciúmes quando não está comigo, mas não posso monopolizar todo o seu tempo, não tenho esse direito. Mas tenho medo de perder para alguém, a única coisa boa que tenho na vida, a única mulher que me tira do sério, que me leva para um sonho, do qual me custa despertar, mas afinal de contas, despertar porquê? O sonho é real, sinto-a real junto de mim, o seu cheiro, o seu gosto, os seus lábios nos meus, o calor do seu corpo nas minhas mãos, na minha boca, na minha alma. Razão da minha angústia, razão da minha alegria, fonte do meu amor.
Sentimentos contraditórios, não contraditórios, talvez só despropositados, sem sentido, razões sem razão que me levam à loucura, ao pesar do meu coração. A minha própria loucura é amiga e inimiga, trazendo-me o que deve e o que não deve, trouxe-me o amor mais bonito que alguma vez senti e ao mesmo tempo a insegurança. Talvez por esse mesmo motivo, sei que se as coisas mudarem, nunca vou encontrar alguém como ela, e apesar de tão novinha, deu-me aquilo que nenhuma outra me deu até hoje, vontade de amar, mais e mais, vontade de me entregar de corpo e alma, vontade de sentir o calor do seu amor. Vontade de a ter comigo para sempre, e este para sempre, tem uma conotação tão permanente, como nunca tive vontade que tivesse, é um para sempre definitivo e se não for ao lado dela que vou envelhecer, não será nunca com mais ninguém. Encontrei quem eu procurava, agora só me resta amá-la e fazê-la feliz, enquanto ela me quiser, desejando só, que o seu amor dure tanto como o meu.


publicado por Angel-of-Death às 20:42
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Black Rose

You're a thorn in my soul
A spear through my heart
Your love made me whole
But know we're apart

Like a black rose in the winter
Standing tall in the snow
My cry for forgiveness
For only you to know

No, what have i done wrong
Why did i make you cry
Now that i'm not so strong
Why did you have to die

I blame myself for your destiny
I wish it would have been me
But i can't turn back time
To the moment you were mine

So i live, in my misery
And i try to make life go
I finaly accepted my destiny
And it's now my time to go

publicado por Angel-of-Death às 20:42
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Só eu

vou esquecer
vou esquecer-me de tudo
vou fugir para bem longe de mim
esconder-me do meu ser
dormir
dormir para não mais acordar
viver no sonho
longe da terrivel realidade do mundo
tão só
tão longe de tudo
tão cheio de sonhos por viver
sem esperança de nada
vazio
perdido num tempo ja passado
enfim, deslocado
procurando ser o que não foi
procurando um desejo perdido há muito
encontrando nada
nem mesmo o sonho
tudo se consumiu
tudo se perdeu
so ficou o céu escuro da noite
o brilho ténue das estrelas
como lágrimas que correm da minha face
e no final, só eu perdi

publicado por Angel-of-Death às 20:41
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Fragmento 4 - Quem sou

Sinto a vida fugir-me entre os dedos, não sei onde fui buscar forças para escrever. Sinto-me desfalecer, entro num sonho, mas não sei onde estou. Tenho medo, não sei o que me espera…
Tento fugir de um destino que me atormenta e nem eu sei bem porquê. O mundo parece desabar na minha cabeça e ao mesmo tempo fujo dele, estou só.
A vida chama por mim novamente, que luz é esta no fundo do túnel? Que desejo é este de me prender a um mundo que não é meu? Que força que puxa para um destino redundante, que me leva a dar voltas sem fim, voltando ao inicio que nunca acaba?
Fujo de mim mesmo, não sabendo o que me espera em cada fuga. Corro para bem longe do mundo. E para onde? Fujo de quê? De quem?
Quem me chama e me procura nesta escuridão imensa, senão eu próprio. Como se fosse possível, fujo de quem não posso, de mim…
E nem sei porque fujo, por que escondo, se a vida é minha e faço dela o que quero, sem restrições, sem desejos por realizar, sem momentos por viver.
A vida é assim, sempre com caminhos tortuosos, esperando quem alguém os tome, sem rumo nem destino traçado, mas com um propósito definido.
Um propósito, como se de um destino não se trata-se, palavras escondidas do tempo, sem sentido, nem propósito… Palavras vazias, sem sentido, destinos traçados e cruzados que não nos levam a lado nenhum e a todo o lado, pequenas coisas sem sentido que nos alteram a vida de modo irremediável, sem chance de podermos voltar atrás.
O atrás já passou, já lá vai, como a água que passa num rio, podendo voltar sempre, mas que já passou e quando retorna tudo mudou, o tempo mudou, a água mudou, o rio mudou e o tempo passou e levou tudo o que existia atrás.
A vida prega-nos partidas difíceis, duras, que magoam e nos fazem magoar, mas que nos fazem crescer e continuar, acima de tudo fazem-nos viver. Dão-nos a possibilidade de escolher o caminho da felicidade ou tristeza, dão-nos o mundo numa bandeja, esperando só que o tome-mos nas mãos. Mas por vezes as nossas mãos fraquejam e não conseguem carregar esse fardo, esse destino.
Somos só humanos, só animais inseguros, porque nos tornamos mais inteligentes e destrutivos do que os outros. E assim fugimos da vida e do nosso caminho, do propósito da nossa existência, viver e fazer viver. Ser feliz e tentar fazer. Caminhar na direcção da luz, na direcção do nosso futuro, do nosso viver.


publicado por Angel-of-Death às 20:40
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Fragmento 5 - Sol

4.jpg

Enquanto o sol de põe e vai levando embora, devagarinho, o resto do dia, penso em tudo aquilo que fica para trás.
Os risos ecoam nos meus ouvidos, a fadiga de mais um dia de trabalho, deixa de pesar-me sobre os ombros e vai, vai para bem longe.
O sol grande e vermelho, mergulha nas águas claras do oceano, o barulho das ondas quebrando na areia, embala os meus sentidos, o meu corpo deixa levar-se pelo som calmo do fim da tarde, pelas cores alaranjadas que pintam tudo em meu redor.
Como num quadro, uma fotografia, tento capturar cada pormenor, cada momento deste final.
Nem noite, nem dia, o momento perfeito da morte de um e nascimento do outro, a união única e especial, que podemos agarrar todos os dias das nossas vidas. Mas muitas vezes não nos damos a esse trabalho, quase ninguém pára para ver um pôr-do-sol.
Sinto-me só, quando o mundo inteiro devia estar comigo, parece que só eu vejo esta paisagem linda, que se repete vezes sem fim. Existia já antes de eu viver e existirá depois da minha noite se levantar.
publicado por Angel-of-Death às 17:46
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