Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005

Fragmento 2 – Só eu, só…

Sou uma criança mimada, mas ás vezes nem tanto, falta-me amor, não é só de vontades e de mimos que alguém consegue viver emocionalmente estável.
Tenho acessos de loucura, loucura temporária, não sei com quem falo e como falo, magoo tudo e todos, faço disparates, aprendo a amar em minutos. Preciso de amor e procuro-o, mesmo onde ele não existe. Confundo todos e a mim mesma, sou o maior inimigo de mim, vivo ás vezes só para me magoar, para me mostrar que consigo sentir, que não sou de pedra, que não sou fria, mesmo quando me aturam com toda a neve do mundo.
Vivo os problemas dos outros que também são meus, não fujo de nada, sou forte e choro, sou forte e caio por terra, desterrada, infeliz e miserável, porque não consigo fazer com que se gostem, não consigo remendar o que está mal. Estou frustrada, estou mal e não sei que fazer, mostro tudo aquilo que não sou, vivo sozinha dentro de mim, amo sem saber porquê, e fujo, deixo que tudo fuja de mim, porque não me consigo agarrar, não consigo ter nada só meu, não consigo entender porque tem de ser assim, e no entanto não quero nada de outra maneira.
Amo, sim, amo baixinho, sem ninguém saber, amo quem não me ama a mim, amo quem me ama e só me faz sofrer, magoa-me com o seu sofrimento, e não consigo mais sofrer, grito por ajuda e ninguém me ouve, grito por ti e não estás lá, nem podes estar, nem quero que estejas. Não é mais por isso que sou assim, sou o negro e sou o sol, sou a lua e o mar, sou uma criança ainda e preciso de te amar, não sei como, nem porquê, mas preciso de ti, como tu não precisas de mim. E eu continuo, contigo a meu lado e sem saber de ti, contigo tão perto e sem te poder tocar, continuo, em direcção a nada, em direcção a ti, sempre contigo e com tudo e que amo, mas sozinha, sem saber mais porque estou aqui, sem saber quando me perdi, sem saber qual o caminho a seguir, se mais me aproximo ou se me afasto, continuo eu só, só aqui, tão perto de ti, e tu tão longe de mim.
Sim, nunca te vi partir, nem nunca te vi deixar de chegar, nunca fiquei sem ti, nem te tinha para ficar, fico só sempre sem tudo, parece que vou perdendo tudo pelo caminho, quando nem sem que caminho percorri, não sei mais onde fui e de onde vim. Fiquei só eu, só…

By: Angel-of-Death
In: "O espelho e eu"
publicado por Angel-of-Death às 17:51
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2 comentários:
De IGlaia a 25 de Outubro de 2005 às 23:17
linduh, simplesmente fantas-tico.. alias como SP!!!!! ja ha mt tmpo q n falamos, qnd tiveres por ai dix qqr cs.. bjinhux fufinhux d alguem com saudades das tuas palavras


De mafalda a 10 de Outubro de 2005 às 21:15
amei o texto.. veijo me nele, sinto m nele.... amei tanto q cherei quando o li... fizes te me encarar uma realidade q eu nao queria enfrentar... bigado....beijao


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