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thefallenangel

thefallenangel

21.09.19

Spirit Horse


Angel-of-Death

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A vida ás vezes leva-nos por caminhos estranhos, tortos, sinuosos.

Leva-nos em loucuras, e á loucura, devaneios, fogosos disparates, ou não...

Leva-nos onde o coração manda e a razão não entra, nem pode entrar, não há lugar para a razão nesse lugar.

Sempre ou nunca, fui de me levar ou deixar levar. Bem, se calhar é o contrário, sempre me deixei levar mais pela loucura do momento, do que pela razão ou consciência, mas não há muito, ou talvez até nada mesmo que me traga arrependimento, traz sim saudade. 

Fugazes, audazes, breves, intensos, deixam água na boca, deixam ás vezes uma ou outra lágrima de alegria quando me recordo.

Deixam risos e alegria, tristeza e ás vezes dá vontade de voltar...

Há alguns que passaram a correr, outros devagar, outros não passaram de momentos, alguns foram desejos, alguns impossíveis tornados realidade, outros vontades, verdades, mentiras, mentiras não, todos foram verdades á sua maneira própria.

Alguns foram erros, grandes, enormes, que me destroçaram, me atormentaram durante muito tempo, ou algum tempo, até o próximo aparecer.

Há sempre aqueles que marcam mais, por este ou aquele motivo, ás vezes nem sei porque me marcaram mais uns do que outros, talvez porque os certos se confundem com os errados e nem sei se na verdade algum é certo, mas na verdade nenhum foi errado, muito menos tu.

Tu...

Tu és, e serás sempre o meu maior, mais intenso, mais curto, feliz caso e acaso, o meu mais inesquecível e gostoso erro...

by: Spirit Horse

20.10.11

Não me odeies...


Angel-of-Death

 

 

 

 

Não me odeies, não me queiras tanto mal como o que te fiz.

Não sabes, mas nunca o quis fazer. Não acreditas, mas é verdade.

Só nos apercebemos do mal que fazemos, quando ele volta para nos atormentar.

E dói, dói muito, e ainda dói mais saber que o fizemos e não podemos voltar atras.

Não há forma de justificar, nem de corrigir o que esta feito. Por muito que nos digam o contrário, a verdade é que a mágoa fica, a lembrança fica, ás vezes até o rancor e a raiva, o ódio, que nos faz chorar de desespero, que nos faz morrer um pouco.

E tudo isso vai matando o amor, aos poucos, ao inicio nem se nota, mas vai minando a relação, aos poucos, até só haver um vazio, tão grande, que já nem esse amor, por muito grande que seja, o consegue tapar.

Não há mesmo volta a dar, nem há solução, mas sempre um novo começo, um novo dia, um novo amanhecer e acordar, um dia de cada vez.

Há a vida e a morte, há o mundo e os amigos.

Há a esperança, de que um dia tudo mude, que um dia deixe de doer, que deixe de me sentir mal, que tudo fique melhor, que a vide volte a sorrir. Há sempre tudo e não há nada, até haveres tu.

Um dia, quem sabe…

 

By: Angel-of-Death

27.11.10

Sinto a Alma gelar...


Angel-of-Death

 

Porque não vais de uma vez?

Porque te sinto fugir-me por entre os dedos, que já não te conseguem agarrar.

Estas mãos que não me respondem, este corpo que não controlo mais. Deixa-me de uma vez. Mas promete que voltas.

Não vás. Afinal não quero que me deixes. Dói-me tanto o corpo que não sinto. As mãos que não fecham, as pernas que que não querem andar.

Sinto-me perdido num mundo de onde não saio, nem para dormir. Sinto-me frio, sinto a Alma Gelar, sinto que tudo foge de mim e eu não corro atrás de nada, não posso. Não sei sequer há quanto tempo não sei de nada, há quanto tempo estou assim, aqui, perdido, morto, vivo mas dentro de uma casca morta e podre. Os momentos que tenho de lucidez, não sei se são realmente reais, se são fantasia. Que vida é esta, que martírio infeliz.

Sei de onde vim, ás vezes, e sei para onde vou, quase nunca. Ous e calhar não sei, e só finjo que sei porque não há nada mais a fazer senão fingir.

Finjo que te vais embora de vez. Mas não quero que vás, pelo menos não quero sempre, só ás vezes, ou quase sempre. Lembro-me de ti, há muitos anos, lembro. Lembro que não eras assim, mas não sei o teu nome. Ás vezes nem sei o meu. Mas não é sempre, só ás vezes. Ou então só ás vezes é que não me esqueço. Já  nem sei. Sei que não quero ser assim, não quero mais ser assim. Ver tudo passar, tudo passar ao lado e continuar, sem poder fazer nada, sem tocar, sem sentir. Sem sentido. Sinto a Alma Gelar... 

Acordo de um sonho bonito. Ja não estava aqui, estava lá, naquele jardim bonito, aquele dos nossos sonhos. Senti medo, pensei que te tinhas ido. Acordei á tua procura. Vem cá para ao pé de mim. Chega-te mais um pouco. Não te consigo sentir. Fala comigo, onde vais? Tenho frio... Tenho muito frio. Não te vejo voltar...

Sinto a Alma Gelar... 

 

By: Angel-of-Death

In: Saudades que tenho do que nunca fui...

01.10.09

Voltar atrás...


Angel-of-Death

Parecia ser um plano perfeito, ate ter começado a pensar em tudo o que poderia correr mal. Ao inicio parece sempre tudo perfeito, mas e se… Pois e se em vez disso, ou talvez possa ser antes assim, ou então não.

Eu era assim complicada, triste e complexada, achava que nada corria bem, nem nada nunca iria correr. O meu lado sombrio era eu própria, e não havia outro lado sem ser sombrio.

Um dia decidi, era hoje, e afinal não foi, não tive coragem.

Outro dia foi, num outro dia, enchi-me de coragem, fui ao quarto dos meus pais, abri o guarda-fatos, subi a prateleira, e tirei de lá a arma que o meu pai escondia. Estava mesmo decidida a não ser mais infeliz, não dar mais trabalho a ninguém. Peguei nela, encostei na cabeça e matei-me.

Pois, nem a arma estava carregada, nem tão pouco era verdadeira. Mais envergonhada do que assustada, saí dali a correr. Não deixei sequer uma carta, não dei uma justificação, ate porque ela não existia. Apanhei a primeira caixa de medicamentos que encontrei e meti-os a todos na boca, mastiguei tudo apesar do horrível sabor, desta vez era mesmo o fim, não quis mais pensar.

Começaram as náuseas e quis desistir, liguei para o meu pai, liguei para a minha mãe, chorava muito quando a ambulância chegou e depressa me levou para o hospital.

Infelizmente, depois de desistir, o resultado não foi o esperado, nem para lá caminha, no meio disto tudo, sem eu perceber nada, o meu corpo morreu, mas eu estou cá, a minha cabeça está cá, fechada dentro deste corpo morto e sem poder dizer o que quer que seja. O mal dos meus males, duplicou, triplicou e multiplicou por tudo o que de mal havia comigo. Não procurei ajuda, não quis ajuda, não quis ajuda nem nunca contei a ninguém, agora, não posso nunca mais contar. Não posso nunca mais, chorar, não posso nunca mais, não gostar do mundo, que afinal ate gostava mais de mim que eu dele. Agora, a minha agonia será o meu pagamento por ter querido deitar fora, a maior bênção que algum dia recebi. Aquela que recebemos todos, mas alguns de nós só vêm um fardo no seu lugar.

A vida já é curta demais para ser assim desperdiçada, é dura e difícil por vezes, mas só nós podemos mudar isso. Vida só há uma, eu deitei a minha fora e tenho de vegetar numa cama, agora, ate ao final dos meus dias, trocava tudo, dava tudo, para poder voltar atrás.

 

By: Angel-of-Death

 

30.09.09

Ao menos...


Angel-of-Death

Preciso de te ver. Digo eu ao telefone.

Tu respondes que sim, hoje pode ser, a tua mulher não esta em casa.

Meto-me num táxi e corro para tua casa. Atendes-me a porta já quase despido, a noite é longa e intensa, fazemos amor que nem doidos, na cama no chão, no sofá, no chuveiro, sinto-me capaz de te matar de paixão. Mas a noite, que tão longa parecia, logo se desfaz, o sol bate à porta.

Acordo e penso em ligar-te, contar-te o meu sonho, mas a tua mulher é que está ao teu lado, eu não passo de um fantasma do teu passado, é hora de voltar a dormir, ao menos nos sonhos és meu.

By: Angel-of-Death

30.09.09

So me dizes hoje...


Angel-of-Death

Sabes, hoje não gosto de ti, nem tão pouco quero estar contigo.

Hoje fazes-me mal, e eu hoje só quero coisas boas na minha vida, e tu, claramente não és uma delas.

Hoje vou arranjar um outro amante, hoje vou ser livre, livre de não pensar em ti, de não ter que te aturar.

Amanha, amanha logo se vê, se eu voltar…

Não quis acreditar no teu bilhete quando cheguei a casa, escrito em post-it’s, espalhados pela casa, como um caminho terrível para eu seguir, achei que era brincadeira, de muito mau gosto, mas brincadeira, tentei ligar-te, o teu telemóvel estava desligado.

No dia seguinte não voltaste.

 

By: Angel-of-Death

 

30.09.09

Talvez mentiras...


Angel-of-Death

Nunca te lembras de mim?

Pois olha que eu nunca me esqueço de ti, nem poderia…

Alguma vez quiseste não me esquecer? Alguma vez foste feliz?

Não consigo recordar-me da tua felicidade nem da tua tristeza, e agora que penso nisso, nem da minha, só me recordo de ti, quando eras minha, quando pensava que eras minha. Nunca o foste, pelo menos não só minha e eu sempre o soube e não queria saber, fazia de conta, de conta que eras só minha. Fazia de conta na minha cabeça, fantasiava, sonhava com uma vida perfeita que nunca deixei que me desses. Nunca te deixei seres só minha, como tanto queria, como tanto pensava.

Nunca te lembras de nós?

Pois olha que eu nunca me esqueço de nós, nem poderia…

Mesmo quando não vinhas a casa, mesmo quando te viam com alguém, para mim era sempre mentira que inventavam para nos afastar. Tudo o que acontecia tinha sempre uma explicação, sempre uma desculpa, sempre uma razão de ser.

Às vezes penso que tudo não passou de fantasia minha, mais uma invenção da minha cabeça.

Será que é por isso que não te lembras de mim? Que não te lembras de nós?

Talvez no fundo não houvesse mentira maior do que eu.

 

By: Angel-of-Death

 

30.09.09

Finalmente


Angel-of-Death

Olá a todos os que seguem ou seguiam aquilo que eu aqui ía escrevendo.

Sempre prometi que voltava e agora voltei de vez.

Já fiz um post, e porei pelo menos mais 4 pequenos textos nos proximos dias.

 

Obrigado pela paciencia.

30.09.09

Negro no fim


Angel-of-Death

E vai-se perdendo de vista o mundo lá fora, tudo parece passar depressa demais, mais depressa do que consigo agarrar. Nada parece fazer sentido, nem consigo sentir nada, é tudo tão rápido, tão vazio, tão fugaz.

Não faz mais sentido tudo isto. Estou a ficar confuso, começo a misturar ideias com coisas e coisas com ficção, e às tantas já nem sei o que é o quê. Às vezes faz mais sentido o que não faz sentido nenhum. Começo a perceber isso agora Pena que seja só agora, quando já nada se faz sentir.

A tristeza da vida é esta mesma, a vida, quando dela fugimos, quando dela não sentimos falta. A vida é triste e alegre, é má e boa, pode ser doce ou dolorosa, é justa e injusta, é azul, e vermelha e amarela e verde, e é Outono castanho e Inverno frio.

Mais frio para uns do outros…

Mas é negra, triste e dolorosa, para a grande maioria de nós. Nós que nos escondemos nas sombras, nós que fugimos do mundo, nós a quem tudo nos dói, mesmo quando tudo é branco ou azul, logo fica negro e fúnebre. Nós. Nós não, vocês negros e feios e doentios, porque há muito disso me deixei, parei de me fazer sofrer de propósito, parei de ser quem era, e parei, e continuo parado onde estou, mesmo quando me mexo e me vou, seja embora seja por onde vá, nunca por lá vou, nem quero ir por lá. Mas vou…

E agora não vou parar mais, continuo por aqui, por onde não quero ir, mas vou, por onde não devo ir, mas estou, e não posso sair.

Meu negro coração nunca me abandona, mesmo quando tudo vai e tudo vem, e às vezes ate tudo vai bem, ele volta, e eu volto com ele, volto para o lugar de onde nunca deveria ter saído, mas é uma volta tão breve que quase parece um sonho, uma recordação ou um desejo. E eu tenho medo dos meus desejos, às vezes, quando me deixo levar por eles, só me trazem problemas, nem sempre maus, mas problemas, que geram outros problemas que eu não consigo resolver. E nada me deixa mais doido do que coisas sem solução. Dilemas ou coisas do género, sim isso sim, mas tudo o que não tem solução está morto, porque só existe uma coisa na vida para a qual não há solução, a morte, tão permanente e presente como a própria vida. Sempre presente e sempre à espreita, tenho-lhe ódio de morte, e medo, muito medo, porque depois da vida não há vida, há morte, e quando se esta morto, não há mais nada, eu pelo menos não conheço ninguém que de lá tenha voltado, das duas uma, ou é muito bom, ou é aquilo de que tenho medo, nada, o maior, mais absoluto, mais perfeito e permanente estado de nada, nem coisa nenhuma. O que para mim é terrível, um dia, não ser nadinha de nada, é que um dia destes, nem uma recordação, e uma recordação já não é mesmo quase nada, apesar disso, ao menos numa recordação vive-se e revive-se em nós e nos outros.

E vós, negros de noite, de coração e de mágoa, vós, e nós, e eu, que do negro fujo, mas ele não de mim.

 

By: Angel-of-Death

 

12.06.09

Nameless...


Angel-of-Death

Nameless...

 

OK, mais uma foto.

Ainda não tive tempo para passar mais textos.

As coisas andam a acalmar, pode ser que nas proximas semanas consiga.

21.07.08

...


Angel-of-Death

 

Olá.

 

Já la vai algum tempo desde o meu ultimo post aqui.

É pena, porque uma das coisas que mais gosto é de escrever estes textos.

Infelizmente não tenho tido grande tempo para o fazer.

Para aqueles que visitam regularmente este blog, so posso deixar o meu agradecimento e a promessa de que será actualizado mais vezes, com mais fotos e textos de agora em diante.

 

Angel-of-Death

17.04.07

Até Quando


Angel-of-Death

 

Não sei o que se passa contigo, nem quando tudo começou, mas acho que foram os pequenos sinais, que me fizeram perceber que algo não estava bem, tudo parecia errado.

Sinto-te fugir, sinto tudo fugir do meu controlo, se é que algum dia tive controlo, sobre o que quer que seja, e tudo continua a parecer-me tão errado, até quando...

Tudo se torna irreal, demasiado irreal, tudo em nada se torna, nada do que consigo entender, compreender, até as coisas mais simples se tornam quebra cabeças incompriensíveis, sinto-me fugir, a minha cabeça não consegue mais raciocinar, sinto-me estúpido e inútil...

Ontem perguntei-me onde tinhas estado, senti-me lucído, mas não tive resposta, não te dignas falar comigo, e eu tento, em vão, sem qualquer reacção, nada do que faço parece merecer resposta ou acção. Sentado no sofá, vejo a televisão, mas não sei em que canal, não ouço o programa, tento mudar....

Pareço uma alma penada, andando pela casa, sem andar, sinto o peso da solidão, cada dia que passa, consigo ver o fim, mais perto, mas até quando...

Nada é igual, nada do que faço nem do que não faço, talvez porque nada me parece deste mundo, tudo errado, e esta locura instalada, como uma doença que não consigo curar, controla-me, vive por mim, vejo-te ao pé de mim, comigo, mas nunca me falas, e as vezes nem sei quem és, parece que nunca te vi.

Vivo em eterna agonia, dor imensa que nunca tinha sentido, e não sei o que fiz para merecer tal destino, que sina esta minha de ver-te aí, tão perto definhar, fecho os olhos e durmo, e acordo, até quando...

Um dia peço a deus não acordar mais, quando estou lúcido e te consigo ter...

Um dia não te terei mais e então, não serei mais eu nem tu, nem eu contigo, um dia ela tomará conta de nós e será o fim, só não sei, até quando...

 

By: Angel-of-Death

In: As saudades que tenho do que nunca fui 

08.08.06

Alguns momentos são só meus


Angel-of-Death

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Mais um dia se vai embora, devagar, quase não damos por ele na azáfama do dia a dia. Não reparamos que o sol se põe, longe, distante, levando o dia ao outro lado do mundo.
Levando o nosso dia, aquele que deixamos passar, sem sonhos, sem alegrias nem tristezas, só mais um dia vazio e sem sentido, quando nada faz mais sentido muitas vezes.
O sol já se põe e eu estou aqui, perdida, perdido, sem saber o que fazer da minha vida, tenho os sonhos desfeitos, a esperança que é a ultima a perder, foi a primeira que perdi e perdi-me, tantas vezes em ti e nestes momentos, só meus, que não posso nem quero partilhar com ninguém, nem mesmo contigo, que tanto bem me fazes e a quem eu não deixo entrar na minha vida.
Mas não posso. Esta confusão é só minha, não posso levar mais ninguém, é uma viagem que só eu posso fazer, e não vou arrastar ninguém.
São dias como este que me fazem pensar, que pensar é desnecessário, um acto completamente inútil, sou inimigo do mundo e com ele me deito, noite após noite, somos amantes, na escuridão da noite, mas no clarear do dia não nos podemos ver. Jeito de amor e ódio, relação viva e inexistente, que só eu sei, e que só eu vivo, na minha maneira de viver, insana, psicótica, mas só minha. Deixo de viver por minha causa e quando vivo não é neste vosso mundo, naquilo a que chamam mundo. Não, isto é um mundo só meu, momentos só meus, que ninguém pode roubar.
Fujo de ti e de mim, quando não te conheço, falo em línguas desconhecidas de maneira fluente e não me entendo, a minha fantasia sobrepõe-se á realidade e não sei qual das duas é verdade, se é que a há.
E no fim, caio no sono, de volta a nossa cama, de noite, quando durmo, quando não durmo forço-me a dormir, as drogas ajudam, servem para me manter sã, e dependente de alguma coisa terrena.
Sinto que me fazes falta, mas não te quero ver. Fazes-me mal de tão bem que me sinto contigo. Prefiro o sofrimento destes momentos só meus.

By: Angel-of-Death
In: As saudades que tenho do que nunca fui

06.05.06

3 - Saudades de ti


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As contrariedades da vida, levam-nos por vezes, a sítios que julgávamos nunca visitar. Lugares escuros e sombrios, onde vivem os nossos medos e pesadelos.
Falta-nos força para seguir em frente, para lutar contra tudo. E por vezes é nesses mesmos sítios que encontramos a vontade e o querer, que nos fazem erguer a cabeça e dar graças por estarmos vivos, por termos dois braços e das pernas que nos fazem mexer, vontade de voltar a tentar, de voltar a crescer, enfrentar a vida e vê-la com outros olhos.
O fim é só o início. O início de uma nova etapa, de uma nova vida.
Uma vida sem ti, que tanta falta me fazes. Uma vida sem tudo o que passamos e que me trás saudades. Um novo começo, fico eu esperando, com todo tempo do mundo, que me vai enterrando.
As vezes nem sei do que sinto falta, não sei se quero ver-te outra vez, fica tudo confuso demais, e depois, depois adormeço mergulhado numa escuridão imensa, cheio de luz e de medo, o sol queima a minha pele branca, e ouço, ouço a tua voz, dentro de mim, a espuma branca do mar no meu cabelo, o sol que continua queimando e então, nada muda, nada vai ficando, e quando olho em redor, nada lá está, e a luz não me deixa sentir, nem o negro da noite, e então, então não sei que mais fazer e desespero, procurando apagar, tirar o sol da minha frente, que me queima, frio, que me falta, noite, e então, então acordo e não adormeço mais.
Na minha cama quente e só, acordo para não mais dormir, nem recordar, o sol que me queimava, e não queimou, o negro que me faltava e não faltou, a noite que procurava me achou, acordo novamente e de novo, como novo, para uma nova vida.


By: Angel-of-Death
In: Saudades daquilo que nunca fui

08.02.06

2 – Agarrada ao passado


Angel-of-Death

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Continuo agarrada a ti, ao passado, ao nosso passado, meu e teu, tudo passou para ti, mas nunca para mim, não consigo evoluir, crescer e ultrapassar todas as coisas que fizemos juntos, nem tão pouco consigo suportar a ideia, de estares agora com alguém que não eu, mesmo sabendo que é tudo na minha cabeça, dói-me demasiado pensar, e no entanto, não penso noutra coisa, não sonho senão com isso, tenho medo de dormir e de lá te encontrar com outra.
Já tentei de tudo, mas a vida não me ajuda, nem eu a ajudo a ela, e eu não sei como fazer, que mais posso fazer quando de tudo já tentei. Até mesmo tirar a minha própria vida, mas o acaso assim não o quis, decidiu que não era a hora certa, alguém me segurou naquela hora e não consegui.
Tentei arrancar o coração do peito, mas de que adiantava isso, dizem que o amor é eterno e até à morte sobrevive, pois então, de que adiantava morrer, se nem assim te poderia esquecer.
Há quantos anos sigo pensando em ti, nem eu própria sei, já perdi a conta desses anos de miséria sentimental, sinto a tua falta desde o minuto em que te foste. E tantas vezes falei contigo, mas nunca me ouviste, ou fingiste não ouvir, porque nunca resposta obtive. E sigo assim agarrada a ti, sempre, sempre como no início e como no fim.
Não sei mais onde procurar-te, se na minha cabeça, ou na tua fria moradia de granito. Sonho, um dia voltar a ver-te, abraçar-te, mas sei que nunca mais será.
Talvez um dia consiga estar mais perto de ti, meu amor, um dia, meu corpo repousará perto do teu. Nosso amor, ao contrário do que possam dizer, nesse dia se extinguirá.


By: Angel-of-Death
In: Saudades daquilo que nunca fui

01.02.06

1- Recanto escondido da saudade


Angel-of-Death

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Sinto saudades do teu olhar, da maneira como me olhas, saudades do teu toque, da maneira como me tocas.
Nunca te vi, e no entanto os nossos olhares já tantas vezes se cruzaram, e tu nunca me viste, nunca realmente. Nunca soubeste calar o teu descontentamento, nem nunca consegui saber o que fazer, não havia nada de errado comigo, e acho que esse era o problema.
Faltava o vilão na tua vida, aquele homem que te tratasse mal, como eu nunca fui capaz. Agora que tudo passou, não posso deixar de lembrar, de pensar em ti, sim, porque ainda penso, apesar de tudo ter terminado, sem sequer ter começado, e tudo o que queres de mim agora, só um dia te pude dar.
A urgência da minha paixão não conseguiu esperar por ti, e tu nunca soubeste dizer-me o que estava errado.
O peso do meu amor ardente, assustou-te, fugiste de mim sempre que podias, procurando-me no frio da noite. Mas para mim nunca chegou, nunca realmente te vi, nem tu me viste a mim, não foi possível, não foi preciso, não foi o momento certo, nunca foi, e apesar de tudo, o momento ideal.
Deixei-te escapar por entre os dedos, eras areia, água, vento, algo que não consegui controlar, não consegui dominar.
Foste tu quem me viu e não eu, mas fui eu quem não te conseguiu ver. Nunca consegui, talvez por não ter tentado, talvez eu nunca me tenha mostrado.
E no final, nada sobrou. Mas valeu, valeu pelo final e pelo início, pelo meio, pelas noites frias, histórias inacabadas, lágrimas perdidas. Valeu por um beijo e mais um milhão, valeu por mim e por ti, mas nunca valeu por nós.

By: Angel-of-Death
In: Saudades daquilo que nunca fui

01.02.06

Novos Horizontes


Angel-of-Death

Bem, a partir de hoje, os novos posts, sejam textos, ou fotografias, farão parte de uma nova serie de trabalhos.
Quem sabe, para um outro livro, se algum dia vier a publicar.
Obrigado por todas as visitas.