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thefallenangel

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03.04.05

Fragmento 29 – Eu como tu


Angel-of-Death

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L, é uma criatura da noite, doce, terrivelmente doce e incompreendida, nem mesmo ela sabe quem é, ao que vem, para onde vai. L tem um sonho, ou melhor, tem vários sonhos, adora cantar, representar, e acaba por ter de fazer sacrificios, para esconder a sua verdadeira natureza selvagem e negra, porque precisa das oportunidades que lhe proporcionam.
Ela pensa que não foge de si mesma, mas a verdade é outra, a verdade é que aos poucos vai perdendo aquilo que a distingue dos comuns, a sua beleza interior, a sua verdadeira identidade.
Perder-se na noite, como quem segue um instinto animal, sem rumo, sentindo só o cheiro, procurando aquilo que nunca vemos, mas sabemos que lá está. O perfume do luar, que pousa levemente sobre a areia, onde o mar se deita em ondas verdes de espuma branca. Sentir a doce tristeza de um cemitério vazio, a calma e paz imensas, nos invadem, cobrindo tudo com uma neblina de melancolia.
Nem sempre é assim, nem sempre podemos levar os nossos corpos onde os nossos sentidos nos querem levar.Corremos sempre o risco de ser postos de parte, por uma sociedade estupida e de mente fechada. A incompreensão é encontrada em todo lado. Só há refugio dentro de nós, e ás vezes, dentro de quem é como nós. Gente que partilha um credo, um ideal, ideologia ou o que seja.
Negros são os nosso dias L, assim os devemos viver, porque assim os queremos. Negros são os tempos, negra é a noite que nos dá abrigo. De negro se alimentam os nossos olhos, se vestem os nossos corpos.
Negros somos nós, que escolhemos ter como sol a bela Lua

By: Angel-of-Death
In: "O espelho e eu"

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